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Classroom

25 Mai

Ele é um professor. Meia idade. Careca, inteligente, com um charme peculiar.

O charme que ela vê nele não é o charme que ele realmente tem.

O charme que as mulheres, as mais velhas, vêem nele é o ar de intelectual e uma face madura de um homem bem sucedido na profissão.

O charme que ela vê é o que ele realmente é:

Um homem de meia idade. Inseguro, complicado, e nem tão bem sucedido assim.

Mas ela o ama. Ama quem ele realmente é.

O que as outras mulheres não sabem é como ele fode bem.

A forma como ele a agarra e arranha sua bunda quando estão fodendo.

Especificamente como ele chupa a boceta dela. E especificamente é a palavra empregada aqui porque é assim, com especificidade, minucioso, que ele a suga.

Como ele a segura pelo pescoço e mete o pau duro nela. Tão duro que trocam várias vezes de posição sem que ele descanse um segundo.

Ela entra na sala. Os homens ali presentes a observam. Não apenas por ela ser uma mulher linda.

Mas por liberar os feromônios perfeitos para atrair todas as atenções. Isso e a expressão de desejo que ela disfarça com um ar blasé.

O que os outros homens não sabem é que ela tem esses feromônios rescendendo por que se lembra da noite em que ela se ajoelhou diante dele no sofá da sala e o chupou. E que durante todo o tempo em que ela tinha na boca, no calor da língua, o pau duro dele, ela desejava que o momento nunca acabasse.

A aula transcorre. Os olhos dele passeiam por todas as pessoas na minúscula sala. Os olhos dela estão fixos nele. Os olhares se encontram algumas vezes no período de uma hora. Depois desse tempo esses encontros se intensificam.

Ele já com a atenção desviada de tudo olha as meias vermelhas dela no cruzar e descruzar de pernas proposital. O sorriso cínico que ela mantém no rosto por saber estar desconcentrando-o.

A aula acaba. Ela permanece sentada com as pernas cruzadas. Guarda na bolsa alguns papéis, caneta e idéias.

Boa parte da turma já deixou a sala. Apenas  um aluno esclarece com ele algumas dúvidas.

Ela se levanta. Ele a observa desde os sapatos vermelhos até os cabelos presos.

O que o aluno dizia naquele momento eram apenas ruídos e um balbuciar distante. Estava desconectado dali pela presença dela.

Ela se move devagar, como se quisesse que ele a alcançasse.

Ele se desvencilha da sua conversa com uma despedida desconexa. Apenas dispensa o aluno como quem dispensa um engraxate ou pedinte.

O rapaz passa por ela apressado e deixa a sala.

Ela alcança a porta e ele lhe alcança o braço.

A mulher retorna no susto. Susto este calculado por ela para parecer genuíno. Enquanto uma de duas mãos se apóia na maçaneta, a outra está estendida para trás no braço que ele agarra.

Com a outra mão dele a porta se fecha e estão os dois trancados na sala.

Ela joga o corpo de encontro à porta e permanece de costas pra ele.

Deixa os braços caírem como se fosse indefesa. Ele se aproxima e respira ofegante junto ao pescoço dela.

O rosto dela está contra a porta e imóvel.

A mão dele se enfia por baixo do vestido rasgando as meias vermelhas.

O corpo dela preso entre a porta e o corpo dele relaxa.

A mão dele encontra as mucosas úmidas entre as pernas da moça.

As mãos dela procuram por trás o pau duro dele. Ele não a deixa tocá-lo. Afasta as pernas dela com os pés e mete nela com força. Como se fosse a força. Mas ela gosta. Ela goza.

Looping

3 Mar

Acordo às quatro da manhã totalmente desperta. Ando pela casa um pouco. Descubro que a água acabou na geladeira.

Sento no sofá. A casa vazia. O silêncio quebrado pelo barulho que vem da rua.

Fico sentada ali por alguns minutos. Lembro de você ajoelhado me chupando na janela. Finalmente vejo como você me suga e cospe no seu pau.  Se lambuza das minhas secreções. Definitivamente uma cena eu não perderia. Mesmo que eu precisasse recriar. A minha imaginação extraída das suas memórias.

Acordo às quatro da manhã totalmente desperta. Ando pela casa um pouco. Descubro que a água acabou na geladeira.

Sento no sofá. A casa vazia. O silêncio quebrado pelo barulho que vem da rua.

Lembro de você de pau duro pela manhã. Nós dois vestidos. O tempo acelerando enquanto a vontade recíproca de perder a hora se instala.

Eu abaixo entre as suas pernas e beijo seu pau. Você diz que é maldade e eu corro porta afora com medo de querer ficar pra sempre ajoelhada entre as suas pernas, te chupando.

Acordo às quatro da manhã totalmente desperta. Ando pela casa um pouco. Descubro que a água acabou na geladeira.

Sento no sofá. A casa vazia. O silêncio quebrado pelo barulho que vem da rua. Um arrepio correndo o corpo todo, o frio no estômago e o calor na nuca. Me masturbo pensando em você. Mais de uma vez. Gozo. Mais de uma vez.

Acordo às quatro da manhã totalmente desperta. Ando pela casa um pouco. Descubro que a água acabou na geladeira.

Sento no sofá. A casa vazia. O silêncio quebrado pelo barulho que vem da rua.

Descubro estar vivendo num eterno looping entre as coisas que dizemos, fazemos e inventamos.

Maluca

22 Fev

Querendo escrever e as mãos amarradas.

Querendo dizer e amordaçada.

Querendo gritar…

E o gemido é mais alto que o grito.

O coração que às vezes salta,

palavra que às vezes falta,

presa num olhar.

Olhares que se expressam em linhas.

Fantasias. Suas e minhas.

E esses poemas que a gente comete?

E o jeito que você mete,

esse sorriso de maluca na minha cara.

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